PS/São Jorge critica visita “sem rumo” do Governo Regional e denuncia ausência de respostas concretas para a ilha

PS Açores - Há 9 horas

O PS de São Jorge lamentou esta sexta-feira a mais recente visita estatutária do Governo Regional à ilha, considerando-a “um exercício de cosmética política, totalmente esvaziado de substância e soluções concretas para os problemas que verdadeiramente afetam os Jorgenses”.

Dário Ambrósio, secretário coordenador do PS/São Jorge, criticou a deslocação do executivo liderado por José Manuel Bolieiro, sublinhando a repetição de promessas já conhecidas, particularmente nas áreas dos transportes e da exportação.

“Mais uma vez, esta deslocação revelou-se um exercício de cosmética política”, afirmou Dário Ambrósio, apontando como exemplo a falta de qualquer novidade relativamente aos transportes marítimos e aéreos — “duas áreas absolutamente vitais para a coesão e mobilidade da nossa ilha”.

Segundo o responsável socialista, o Governo limitou-se a repetir intenções vagas, “ignorando por completo a crescente frustração dos utentes e das empresas locais, que continuam reféns de uma rede de transportes irregular, imprevisível e insuficiente”.

O PS/São Jorge alertou também para o silêncio do Governo Regional sobre um tema de enorme relevância para a economia da ilha: as novas taxas aduaneiras impostas pelos Estados Unidos da América e o seu impacto direto na exportação do queijo de São Jorge. Face a este desafio concreto, Dário Ambrósio considerou “inaceitável” que o Governo não tenha apresentado qualquer plano de ação ou estratégia de mitigação.

“Em vez disso, ouvimos de José Manuel Bolieiro a vaga ideia de que tem um grau de confiança tão grande na qualidade e na excelência do queijo… Uma declaração poética, é certo, mas inútil”, disse o dirigente socialista, afirmando que “parece que a nova política de comércio externo do Governo Regional passa agora por confiar na ‘superioridade moral’ dos nossos produtos para vencer as leis do mercado internacional”.

Outro tema ignorado pela comitiva governativa, segundo o PS/São Jorge, foi a questão dos atrasos no pagamento dos apoios a doentes deslocados — uma situação que o partido considera “sensível, indigna e inaceitável”.

“É incompreensível que cidadãos já fragilizados pela doença e pela distância da sua terra tenham ainda de enfrentar a incerteza e a morosidade na receção dos apoios a que legalmente têm direito”, denunciou Dário Ambrósio, classificando o silêncio do Governo como “revelador de uma preocupante insensibilidade social”.

O PS/São Jorge garante que continuará a denunciar a falta de ação do Governo Regional e a exigir soluções concretas para os desafios da ilha.

“Os produtores, os utentes e os doentes deslocados não podem viver de frases feitas nem de visitas simbólicas. Precisam de respostas práticas, apoios concretos e uma liderança regional que leve os desafios da nossa ilha a sério”, disse o dirigente socialista.

Ainda assim, Dário Ambrósio registou o anúncio da aquisição de um novo aparelho de raio-X e de um TAC para o Centro de Saúde da Calheta, sublinhando que, apesar de ser uma notícia positiva, “é fundamental acompanhar com atenção a sua concretização no terreno”. “A saúde dos Jorgenses não pode depender de anúncios ou promessas, mas de investimentos reais e eficazes.”